sábado, 30 de novembro de 2013

Motoristas de caminhão e ônibus terão de realizar exame toxicológico para tirar ou renovar CNH

Fonte: Agência Brasil
Matéria / Texto: Thais Araújo
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team

Motoristas profissionais das categorias C, D e E, que dirigem caminhões e ônibus, terão que fazer exame toxicológico de larga detecção, capaz de identificar o uso de substâncias psicoativas, como cocaína e maconha. A análise será obrigatória para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mudança de categoria e obtenção da primeira habilitação em uma dessas categorias. A regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre o tema está publicada na edição de hoje (27) do Diário Oficial da União. A medida entra em vigor em janeiro do ano que vem e terá efeito legal a partir do segundo semestre de 2014.

De acordo com Roberto Craveiro, coordenador-geral de Informatização e Estatística do Contran, o objetivo é garantir mais segurança no trânsito. Ele lembrou que estudos feitos pela Polícia Rodoviária Federal indicam que as principais ocorrências de acidente envolvendo veículos de grande porte ocorrem no período da noite e com motoristas suspeitos de terem consumido álcool ou outras drogas, entre elas maconha, anfetaminas, cocaína e crack. De acordo com o Ministério das Cidades, mais de 43 mil pessoas morrem a cada ano em acidentes de trânsito no Brasil.

"Não dá para aceitar o grande número de mortes em acidentes de trânsito no país como simples estatística sem adotar algumas medidas. [Com a regulamentação] por ocasião da obtenção ou renovação da CNH ou mudança de categoria, o motorista terá que se submeter a esse exame, [cujo resultado] deverá ser apresentado ao médico, no momento em que [o motorista] fizer o teste para verificar sua aptidão para dirigir profissionalmente", disse Craveiro.

Ele explicou que a identificação de substância psicoativa não configura isoladamente o uso ilícito ou dependência e o médico é o responsável pela avaliação final das informações. Craveiro enfatizou que usuário de medicamentos com substâncias que possam ser detectadas no exame, por exemplo, terão os direitos preservados, bastando apresentar a prescrição médica. O exame toxicológico de larga detecção identifica o uso de substâncias químicas em um período de três meses e pode ser feito por meio de fio de cabelo ou pelas unhas.

O exame custa de R$ 270 a R$ 290 e deverá ser pago pelo condutor, mas em alguns casos as empresas de transporte têm programas que preveem o custeio da despesa. O resultado deverá ser apresentado a cada cinco anos. De acordo com o Contran, o Brasil tem pelo menos sete empresas provedoras dessa tecnologia e ampla rede de laboratórios de análises clínicas.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, informou que a pasta espera implantar, a partir de janeiro de 2014, o Exame Nacional de Instrutores e Examinadores de Trânsito, que servirá para avaliar o desempenho de instrutores de autoescolas e examinadores dos departamentos estaduais de trânsito (Detrans) do país e contribuirá para melhorar a capacitação dos motoristas. O exame será gratuito e obrigatório para todos os instrutores e examinadores, que farão um curso a distância de 60 horas antes da avaliação. O curso terá conteúdos ligados à atualização da legislação de trânsito.

"A gente tem problemas de capacitação na ponta, tanto na formação dos condutores como na competência de quem faz o exame desses condutores. Estamos trabalhando para termos no ano que vem, pela primeira vez, esse exame que será o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] dos instrutores e examinadores", disse o ministro.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Niterói terá Transoceânica, corredor de ônibus até as Barcas

Fonte: Blog Ponto de Ônibus
ônibus
Ônibus em Niterói. Cidade vai ter corredor de ônibus ligando mais de dez bairros a estação de barcas da Baía de Guanabara. Foto: Clovis Barros Junior
Niterói vai receber corredor de ônibus até às barcas
Transoceânica terá 9,3 km e vai atender 80 mil pessoas por dia
ADAMO BAZANI – CBN
A ministra do planejamento, Miriam Belchior, anunciou nesta quarta-feira, dia 27 de novembro, a liberação de R$ 292,3 milhões para a construção do Transoceânica, um corredor de ônibus que vai ligar dez bairros de Niterói, no Rio de Janeiro, à estação das barcas, na Baía de Guanabara, que fazem a ligação até a capital do estado.
A contrapartida da prefeitura para a construção do corredor será de R$ 307,7 milhões.
O corredor terá 9,3 quilômetros de extensão, 13 paradas, cinco estações de integração, ciclovias ao longo do trajeto e biciletários nas estações, além de um túnel para evitar cruzamentos.
As obras devem começar no primeiro semestre de 2014 e ficar prontas em 2016. Pelo menos 80 mil pessoas devem ser atendidas por dia.
As verbas federais são provenientes do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e os recursos municipais fazem parte de um planejamento para mobilidade da cidade de Niterói.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Magelys, o super ônibus da Iveco

Fonte: Ônibus Paraibanos
Fonte: Mobilidade em Foco
Matéria / Texto: Carlos Alberto Ribeiro
Fotos: Divulgação

“Será que a Iveco do Brasil, que tem cada vez mais diversificado o seu portfólio de produtos, inclusive os de chassis pra ônibus, pretende lançar aqui o sofisticado Magelys? Potencial de mercado que garanta a viabilidade comercial e o retorno gradativo do investimento o país tem, basta ter preço condizente”.

O lançamento da versão Magelys pela Irisbus Iveco foi no ano de 2007. Sua apresentação ao mercado europeu tinha como proposta inicial o setor de turismo e linhas rodoviárias regulares cujas empresas desejassem oferecer a seus clientes um ônibus sofisticado, de design inovador e com muita tecnologia embarcada. Seu sucesso de mercado, traduzido desde então em vendas crescentes, mostrou o acerto do seu projeto, da excelência das peculiaridades agregadas tanto na parte mecânica, eletrônica, quanto nas soluções de conforto e conveniência disponibilizadas no salão de passageiros. A versão batizada pela nomenclatura técnica HDH, própria para chassis trucados (6 x 2), cujas dimensões perfazem 3,81 metros de altura e 13,80 metros de comprimento, mostrou, desde então, ser boa de vendas.
Na época do lançamento do Magelys, a Irisbus Iveco disse que o mote do projeto que levou ao desenvolvimento do novo veículo foi o de oferecer um ônibus ao mercado cuja proposta não fosse unicamente o de transportar pessoas, oferecendo design repetitivo e configuração do salão de passageiros padrão às demais montadoras de carrocerias. Pelo contrário, queriam fazer dele um espaço ideal para que os passageiros pudessem realizar uma viagem diferenciada, como se fosse um passeio, com requinte e conforto. Neste contexto ele surgiu, após equipes técnicas da Irisbus terem ouvido em clínicas de ensaios e pesquisas de campo 20 empresas que operavam no setor de turismo, 150 empresas do transporte rodoviário de passageiros em linhas regulares, 520 passageiros e 118 motoristas. Das ideias colhidas, que não foram poucas, nasceu o esboço do Magelys.

Construído o protótipo inicial, seguindo as normas pertinentes que regem a construção de carrocerias de ônibus na Europa, o mesmo foi submetido a 118 mil quilômetros de estrada, rodando nas mais diversas configurações de estradas, pavimentadas e de piso misto, além de enfrentar climas diferentes, desde o rigor do inverno europeu ao verão escaldante. O objetivo foi o de avaliar o conjunto chassi/carroceria nas mais diversas configurações de piso para obter dados da rigidez estrutural, nível de ruído, durabilidade mecânica, funcionamento da parte eletrônica e interação do motorista com o cockpit do carro. Tudo feito, todas as etapas de avaliação vencidas, 35 milhões de Euros investidos no desenvolvimento das versões HD (dois eixos) e HDH (três eixos), eis que foi então apresentado ao mercado o Magelys, um ônibus que sintetiza a capacidade técnica, e a capacidade da engenharia da Irisbus Iveco.


As linhas externas não seguiram tendências, mas visou promover uma revolução nos conceitos de design de carrocerias. O formato arredondado da área frontal visou criar a sensação de uma viagem em uma redoma de vidro. A visão proporcionada pelas janelas laterais excede a de qualquer outro ônibus do mercado, privilegiando a vista panorâmica externa. Essas janelas, além de serem amplas, ainda contam com outras janelinhas acima delas, de formato curvo, que avançam sobre o teto do ônibus, criando uma amplitude de visão que são únicas no mercado. Nenhuma outra carroceria disponível no mercado oferece tal grau de visão do ambiente externo. O nome Magelys foi inspirado na astronomia, mais exatamente na Nuvem de Megallan. Se o nome já é mágico, o passageiro ao adentrar no veículo logo percebe a atenção que foi dada a ele no desenvolvimento desse ônibus.

Há toda uma diferenciação criada para ele, desde os materiais empregados e as cores utilizadas como forma de oferecer uma viagem agradável e que transmita a sensação de conforto ao extremo durante a viagem. As poltronas foram construídas dentro do conceito denominado como “Sublimeo”. Sua maior característica é o desenho anatômico que visa acomodar de forma correta, segura e confortável o passageiro, oferecendo diversas regulagens de inclinação do assento. A visão dela transmite a imediata sensação óptica de relaxamento e conforto. Outros itens de conveniência também não foram esquecidos. Por exemplo, a altura interna no salão de passageiros é de 2,10 metros de altura, altura esta não encontrada em nenhuma carroceria fabricada no Brasil no momento, cuja dimensão fica entre 1,90 a 2,00 metros. Outros itens também foram agregados para valorizar o conjunto, como DVD, TV de LCD, geladeira, ar condicionado ecológico e de controle de temperatura eletrônico, completam o requinte a bordo. 


Se para o passageiro o Magelys já é ousado, para o motorista e o empresário ele não deixa por oferecer menos.

O cockpit do motorista também é ousado, com um cluster de instrumentos sofisticado, com todos os botões e controles necessários para operar o veículo posicionados de forma ergonomicamente correta. O conjunto do cockpit, cluster de instrumentos e console cria a sensação de pilotar uma nave espacial ou um avião de última geração, tal a sua sofisticação. Seu powertrain (trem de força) é composto pelo motor Cursos 10 SCR, seis cilindros e 450 cv de potência, construído de acordo com a Norma Euro 5. Potência similar aos engenhos de força mais potentes da Volvo e Scania no Brasil. No entanto, sua transmissão automatizada de 12 velocidades supera as versões oferecidas no Brasil pela Mercedes, Volvo e Scania, que chegam, no máximo, a sete marchas.

Numa coisa peca o Magelys, que é na largura da carroceria, 2,55 metros, cinco centímetros a menos em relação aos ônibus similares fabricados no Brasil. Quanto aos itens de segurança de série, não opcionais, o projeto contempla o sistema ABS, ASR e ESP, além de faróis Bi-Xenon, este último, não disponível para ônibus no Brasil.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MAN cria equipe para atender frotistas de ônibus

Fonte: Ônibus Paraibanos
Fonte: Automotive Business
Foto: Divulgação

A MAN Latin America criou um setor exclusivo para atender frotistas especializados em transporte de passageiros. Parte do departamento de serviços e assistência técnica, a nova área denominada Atendimento ao Frotista Ônibus será composta por quatro consultores e um gestor, divididos por grupos de empresas, e se somarão aos dos escritórios regionais e da rede de concessionárias. Uma equipe formada para gerenciar 25 grupos empresariais, que neste primeiro momento, focará em grandes frotistas, tem como missão a orientação mais apropriada aos empresários de ônibus, gestores de frota e motoristas, por meio de trabalhos dedicados à melhoria de suas operações, além de acompanhar as tendências de mercado, podendo adequar a oferta de produtos da empresa.

Para o diretor de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, Ricardo Alouche, o atendimento dedicado é uma evolução do trabalho já realizado pela empresa junto aos frotistas, que visa incremento dos negócios neste segmento. “Conhecendo profundamente a operação de nossos clientes, conseguimos melhorar a durabilidade dos veículos, além de aprimorar as práticas de manutenção e melhorar os custos operacionais.” 

Vice-líder do mercado nacional de chassi de ônibus, com 29% de participação, atrás apenas da Mercedes-Benz, a MAN ingressou no segmento de ônibus em 1993 e hoje oferece 11 diferentes tipos de chassis para várias aplicações.

domingo, 17 de novembro de 2013

Mercedes-Benz entrega ônibus personalizado para o América Futebol Clube

Fonte: Brasil Caminhoneiro


Em encontro realizado essa semana, na fábrica da Mercedes-Benz, emSão Bernardo do Campo, executivos da Empresa entregaram aos dirigentes do América Futebol Clube, de Belo Horizonte (MG) – uma das mais tradicionais agremiações brasileiras – o novo ônibus oficial para uso por atletas e comissão técnica.
O modelo rodoviário O 500 RS, com customização especial em carroçariaMarcopolo Paradiso, foi entregue a Alencar da Silveira Jr., presidente do clube, e a Alexandre Faria, superintendente geral. A equipe da Mercedes-Benz, que participou do evento, foi liderada por Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing de Ônibus.
A bela e atrativa pintura do ônibus, nas cores preto e verde, exibe o imenso escudo do clube e a figura estilizada do coelho, símbolo do time. Ainda nas laterais, em ambos os lados, ganham evidência a estrela da Mercedes-Benz e o registro “Decacampeão”, a maior conquista do América, único a vencer o campeonato mineiro por 10 anos consecutivos.
“Disponibilizamos para o América o que há de mais avançado no País em termos de ônibus rodoviário”, afirma Walter Barbosa. “O produto Mercedes-Benz agrega valor à imagem do clube perante seus torcedores e a mídia. O arrojado design do veículo desperta admiração, evidenciando a parceria de duas marcas muito tradicionais”.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Espetáculo a bordo do N10

Fonte: Neobus
Vídeo/ Foto: Divulgação

A COT (Companhia Oriental de Transporte) realizou uma ação especial a bordo do N10. Durante uma viagem, que conduzia passageiros com destino a Punta Del Este, a empresa promoveu um concerto especial, surpreendendo a todos. O som de violinos e música clássica embalaram o percurso e proporcionaram um momento digno de ser presenciado por pessoas que embarcam em um veículo de primeira classe, tornando a ocasião ainda mais prazerosa. Afinal, ao adquirir a frota de N10, era por isso que a COT prezava: por transportar seus clientes em um ônibus de nível mundial, sempre com total conforto.

Confiram o espetáculo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

FALHA GRAVE: Superaquecimento em BRT no Rio deve ser investigado

ônibus
Ônibus do BRT Transoeste. Superaquecimento em motores impossibilitou o funcionamento de vários veículos, causando transtornos para os passageiros
Superaquecimento em BRT no Rio deve ser investigado
Vários ônibus do BRT Transosete não circularam por problemas no motor devido à temperaturas altas na cidade
ADAMO BAZANI – CBN
Um problema que não deveria acontecer em veículos fabricados no Brasil mas que ocasionou transtornos aos passageiros do sistema BRT Transoeste na manhã desta terça-feira, dia 12 de novembro.
Superaquecimento nos motores retirou de circulação diversos ônibus do sistema, que atende diariamente 125 mil passageiros.
A falha deve ser apurada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Alguns passageiros disseram que os ônibus que servem o corredor foram insuficientes e que em alguns momentos foi necessário esperar quase uma hora para conseguir embarcar nos veículos.
Segunda e terça-feira foram dias de muito calor no Rio de Janeiro. No início da tarde, termômetros de rua marcaram 41 graus, com sensação térmica de 50 graus centígrados.
Mas de acordo com especialistas em engenharia e transportes, as altas temperaturas não podem ser consideradas os principais motivos para a falha no atendimento aos passageiros.
Ao site de notícias do G 1, o professor de Engenharia Mecânica da FEI, Ricardo Bock, disse que na maior parte das vezes este tipo de problema ocorre por causa da manutenção inadequada.
“Quando um carro é projetado, ele se leva em conta isso [a necessidade da manutenção]. Então, qualquer coisa que saia fora disso, já é um problema. A cada 10 mil quilômetros, deve-se fazer a manutenção. Isso vale para qualquer veículo. Após rodar essa quilometragem, é preciso ter atenção para evitar o superaquecimento”, explicou o professor.
Ainda de acordo com o professor, baixa velocidade pode ocasionar o problema
“Significa pouca troca de calor. O radiador troca calor com a atmosfera e se a velocidade for baixa, ele troca pouco. É preciso manter o nível de água no mínimo pelo menos. Aditivo ajuda. O etilenoglicol impede que o radiador superaqueça. Ele é um anticongelante e pode ajudar porque ele muda o ponto máximo de ebulição da água. Ele pode ser adquirido em postos de gasolina, mas o ideal é nas concessionárias, indicam para motor especifico”
A concessionária BRT TransOeste, que reúne as empresas Auto Viação Jabour e Expresso Pegaso, disse que vai reforçar a manutenção preventiva.
Técnicos da fabricante dos motores e chassis, Mercedes Benz, estiveram nas garagens para solucionar o problema. A fabricante também deve analisar o caso.
A BRT TransOeste não informou o motivo do superaquecimento e nem quantos ônibus foram afetados.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes